Metodologia
De onde vêm os dados
Tapetes de cronometragem e tempos finais, como a organização da prova publicou. Nada aqui é coletado dos corredores, comprado ou proveniente de rede social. Se um número está neste site, a organização já o tinha publicado antes.
O acervo tem hoje 71 provas, maratonas e meias maratonas, e 1.401.460 concluintes.
Os mapas das provas são desenhados a partir do OpenStreetMap: o traçado vem do arquivo GPX da organização, e a cidade em volta — a costa, os rios e as avenidas — vem de colaboradores do OpenStreetMap, sob a licença ODbL. Assim como todo o resto, esses dados são preparados uma vez e gravados em arquivo: o seu aparelho nunca fala com um servidor de mapas, e nenhum terceiro fica sabendo qual prova você abriu.
Toda métrica agregada é calculada uma vez, quando a prova entra, e gravada em arquivo. Nenhuma consulta sobre você roda em banco nenhum. A sua análise é feita no seu aparelho, a partir do arquivo que a página já tinha carregado.
Como a quebra é definida
Seu ritmo de cruzeiro é o seu ritmo medido entre os km 5 e 20. A gente pega daí porque o começo é tumultuado e a média da prova inteira já carrega dentro dela a queda que queremos medir.
Quebrar quer dizer correr pelo menos 5 km da segunda metade a 25% ou mais acima desse ritmo de cruzeiro, e não voltar. A regra é de Smyth (2021), que analisou mais de 4 milhões de maratonas.
Os 25% não são um número que a gente escolheu. Quando o corpo troca carboidrato por gordura como combustível, o rendimento sustentável cai entre 15% e 25%, porque a gordura rende menos energia por unidade de oxigênio (Hearris et al., 2018). O limite fica no topo dessa faixa justamente para a medida deixar passar, nunca acusar a mais.
Por que você nunca é comparado com o pelotão inteiro
A queda de ritmo acompanha o nível. Quem corre mais rápido cai menos, em quase toda prova. Então uma mediana única do pelotão inteiro mediria você contra uma distribuição da qual você nunca fez parte, e faria uma prova de pelotão mais lento parecer uma prova mais dura.
Toda comparação neste site é feita dentro de uma faixa: quem tem o seu sexo e terminou esta mesma prova perto do seu tempo. Quando a faixa tem poucos corredores para significar alguma coisa, ela é agrupada com outras faixas. Nosso site avisa quando isso acontece.
O piso dos grupos pequenos
Nenhum grupo com menos de 20 corredores é mostrado. Abaixo disso, um agregado deixa de descrever um grupo e passa a descrever pessoas. Quem conhece duas pessoas em uma categoria com três corredores consegue chegar na terceira de trás para frente.
Um grupo suprimido aparece como uma lacuna explicada, nunca escondida.
Condições no dia da prova
Temperatura, umidade e vento hora a hora no local da prova, do arquivo histórico do open-meteo, no fuso da própria prova. A sua exposição sai do horário da sua largada e do seu tempo final contra essa curva. Não é uma linha guardada em lugar nenhum.
A umidade aparece sempre junto da temperatura em que foi medida, nunca como faixa e nunca como tendência. A umidade relativa cai ao longo de uma manhã que esquenta, enquanto as condições pioram, então uma faixa de umidade convida exatamente à conclusão errada.
A temperatura ideal para uma maratona fica entre 4°C e 10°C. Acima disso o ritmo cai, e cai mais para quem passa mais tempo na rua. Quem corre mais devagar pega justamente as horas mais quentes (El Helou et al., 2012, com 1,8 milhão de corredores; Ely et al., 2007 e 2008). As condições são descritas, nunca usadas para reescrever o seu tempo: tempo ajustado pelo clima é um cenário hipotético, e não há consenso entre os modelos que calculam isso.
Correção por idade
As tabelas de corrida de rua da WMA (World Masters Athletics), o mesmo padrão que a maioria dos sites oficiais de resultado usa. É um padrão de referência construído a partir dos melhores tempos do mundo em cada idade, não um estudo científico. O que a ciência mostra é que o desempenho cai com a idade de um jeito previsível (Tanaka e Seals, 2008; Lepers e Cattagni, 2012).
Na maioria das provas, a gente tem a sua faixa etária e não a sua idade exata, então o tempo corrigido normalmente vem como um intervalo. O número que a sua organização publica, a partir da idade exata, cai dentro dele.
Os apelidos, e o que cada um exige
No fim da sua análise você pode receber um apelido: Reloginho, Espírito Jovem, A Fênix. Não é horóscopo nem enfeite: cada um tem uma regra escrita, e cada um vem com o número que o sustenta. Se o número não existe para a sua prova, a frase some, e o apelido some junto.
Quase toda regra compara você com quem tem o seu sexo e terminou a prova perto do seu tempo, e não com o pelotão inteiro. Ritmo cai mais para quem corre mais devagar, então uma régua única entregaria os apelidos todos para os mais rápidos.
Uma exceção importante: quando o nome afirma alguma coisa em termos absolutos, uma régua relativa não basta. Reloginho exige estar entre os 25% mais regulares da sua faixa e, além disso, ter variado no máximo 4% em torno do próprio ritmo médio. Sem esse teto, o quarto mais regular de uma faixa lenta incluiria gente com oscilação de 28s/km. Chamar isso de reloginho seria uma afirmação que nenhum treinador aceitaria.
Um dos números é estimado, e a página avisa. A contagem de corredores mais novos que você deixou para trás sai da distribuição de tempos por sexo e faixa etária que a prova já publica, com interpolação dentro de faixas largas. Por isso o texto diz “cerca de” e arredonda: para quem recebe o apelido, a estimativa fica a menos de 1% da contagem exata na média.
E tem gente que não recebe apelido nenhum. Isso é resposta, não falha: cerca de um quarto dos corredores não cruza nenhum dos limites, e inventar um nome genérico para preencher o vazio tiraria o valor de todos os outros.
O que isto não consegue dizer
A gente mede as suas parciais, não o seu corpo. Dá para ver o formato de uma quebra, não a causa dela. Calor, subida, alimentação, uma noite ruim, parada para banheiro e segurar o ritmo de propósito são idênticos aqui.
Mais ou menos 3 em cada 10 corredores que quebram nunca caem o suficiente para um tapete perceber. Se você sentiu e a gente não achou, você não está errado. (Buman et al., 2008, a partir do relato de 315 corredores.)
A gente mede a queda em blocos fixos de 5 km. Um trecho ruim que cai entre dois blocos pode passar batido, cerca de 1 corredor em 30.
Toda comparação aqui é contra quem terminou a prova. As listas de resultado que a gente lê raramente publicam as parciais de quem parou, então ninguém que abandonou está em nenhum denominador deste site.
A meia maratona: o que dá para dizer, e o que não dá
A meia é medida na mesma régua da maratona, na metade da escala: blocos de 2,5 km em vez de 5, ritmo de cruzeiro entre os km 2,5 e 10, e a queda de ritmo comparada com quem tem o seu sexo e terminou perto do seu tempo, exatamente como na maratona. Condições, quem você passou, posição na faixa etária, subida e ritmo por trecho funcionam iguais.
O que não existe é a parede. Em 21 km o glicogênio dura a prova inteira, então uma queda de ritmo aqui é estratégia, e não a troca de combustível que a regra dos 25% foi feita para detectar. Por isso a análise de uma meia nunca dá veredito de quebra, nunca entrega o apelido A Fênix, que exige uma quebra e uma volta, e a pergunta muda: em vez de você quebrou, ela é você segurou.
Na meia, correr a segunda metade mais rápida é comum, não raro: em várias provas passa de um terço do pelotão. A análise mostra a proporção da sua prova em vez de tratar o feito como exceção.
O age grade da meia usa a tabela própria da distância, da mesma fonte e do mesmo ano da tabela da maratona (WMA/USATF, Alan Jones, 2025). Um tempo de meia nunca é convertido para uma maratona equivalente.
Muitas meias têm poucos tapetes, às vezes só o de 10 km e a chegada. Onde não há tapete na metade, a parcial dos 10,5 km é estimada a partir dos vizinhos e a página avisa; onde não há tapete intermediário nenhum, os cartões que dependem dele somem em vez de chutar. Onde não há tapete antes dos 10 km, o ritmo de cruzeiro é a média dos primeiros 10 km, largada incluída.
Este site não investiga ninguém
A análise de corte de percurso do Race Auditor não roda aqui. Nenhum veredicto dela é guardado neste site e nenhum é mostrado. Não existe marca em corredor nenhum, não existe lista de suspeitos e não existe contador de quantos foram apontados numa prova.
A análise de quebra mede ritmo, e ritmo não é acusação. Cair na segunda metade é a coisa mais comum que acontece numa maratona. O método desta página não consegue detectar corte de percurso, não tenta, e nunca vai colocar isso no seu resultado.
A sua consulta não entra em investigação nenhuma. O número de peito é enviado uma vez para achar a sua linha e não é armazenado. O que fica são totais por dia, e total não aponta ninguém.
As investigações existem, e são publicadas em separado, caso a caso, por decisão editorial. Nunca são um campo calculado na página de uma prova nem no resultado de um corredor.
O que este site guarda sobre você
Nenhum nome. Não é escondido nem embaralhado. Nada do que o Race Auditor guarda tem coluna de nome, nem neste site nem por trás dele, então não há como te chamar pelo nome e não há o que vazar.
Nenhum menor de idade. Quem tem menos de 18 anos é removido antes de os dados serem carregados. Quando não dá para estabelecer a faixa de idade, a pessoa fica de fora.
Seu número de peito é enviado uma vez, para achar a sua linha, e nunca é armazenado nas estatísticas de uso do site, nunca aparece na página, nunca entra num link e nunca vai para um card de compartilhamento. O que aparece de volta é o seu tempo final, porque foi você que digitou e é ele que confirma que a gente achou a prova certa.
A análise de ninguém vai aparecer numa busca pelo nome da pessoa.
Remover seus dados
Não existe botão de apagar seus dados aqui, e colocar tal botão seria apenas uma encenação: nada neste site identifica você, então um botão apagaria com base num número de peito e num tempo final, que são públicos. Existe um endereço no lugar, com uma pessoa lendo. A página de privacidade diz o que enviar.